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 MIRANDELA: Jovem desaparecido no Tua é uma criança de onze anos

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Cabecinha

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MensagemAssunto: MIRANDELA: Jovem desaparecido no Tua é uma criança de onze anos   Ter Mar 02, 2010 11:48 am

O jovem que desapareceu hoje nas águas do Tua é uma criança de onze anos que as autoridades acreditam ter sido vítima de um acidente quando brincava junto ao rio.


A criança, do sexo masculino, é de uma aldeia (Cedainhos) do concelho de Mirandela e frequentava o segundo ciclo do Ensino Básico no Agrupamento Luciano Cordeiro, na cidade.


Á hora de almoço, pelas 13:30, estaria a brincar com um irmão gémeo e uma prima no parque de merendas de Mirandela, junto ao açude do rio Tua, e terá sido levado pela corrente quando tentava recuperar uma bola que caiu na água.


A criança despiu-se antes de entrar na água, pelo que as autoridades acreditam que se tratou de um acidente, tendo sido levada pela força da corrente.


A Lusa tentou contactar o diretor do agrupamento de escolas, tendo sido informada de que "o conselho executivo não pode atender ninguém, a não ser que seja do Ministério da Educação".


O Ministério da Educação, contactado pela Lusa, remeteu para mais tarde um esclarecimento acerca do sucedido.


A presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Mirandela, Manuela Teixeira, disse à Lusa que à hora do acidentes a criança "devia estar na escola", mas ressalvou não ter conhecimento do caso concreto e se eventualmente havia autorização dos encarregados de educação para sair da escola.


Disse ainda que a criança em causa "não está referenciada na comissão".


As buscas prosseguem no rio Tua com 12 bombeiros, apoiados por cinco veículos e um bote, de acordo com informação no sítio da Autoridade Nacional da Proteção Civil, para onde o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) está a remeter a Comunicação Social.
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Cabecinha

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MensagemAssunto: Mirandela /Corpo de Leandro ainda não foi encontrado   Sex Mar 12, 2010 3:42 am

Pais organizaram uma marcha solidária e denunciaram muitos outros casos de violência que a direcção do Agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro terá “desvalorizado”
Mais de 500 pessoas, pais e amigos da criança de 12 anos, residente em Cedainhos, Mirandela, que, oito dias antes, se havia atirado ao rio Tua, após um desentendimento com colegas, fizeram o mesmo percurso percorrido pelo jovem, em marcha silenciosa, desde Escola EB 2,3 Luciano Cordeiro ao local do trágico acto de desespero, como modo de mostrar indignação e prestar homenagem a Leandro Filipe Pires, cujo corpo, até à data de fecho desta edição, continuava desaparecido. Cartazes a criticar o silêncio do Agrupamento da Escola, pedidos de “justiça” ao Ministério Público, crianças com balões de diversas cores e ramos de flores, tudo serviu para mostrar solidariedade para com a dor da família. Entretanto, o Ministério da Educação abriu inquérito interno para apurar o que aconteceu, minutos antes da tragédia. Ao mesmo tempo, decorre um inquérito judicial do Ministério Público. Os pais da criança marcaram presença na caminhada de solidariedade e não esconderam a indignação pela ausência de uma palavra da direcção do Agrupamento da Escola. “Até agora só recebi um telefonema da directora de turma do Leandro, a dizer que estava pronta a ajudar-nos no que fosse preciso”, disse a mãe do menino. “Aqui não há segurança nenhuma e não há pessoas competentes para estarem à frente desta Escola. Porque aqui entra e sai quem quer. O que aconteceu ao meu filho, amanhã ou passado pode acontecer a outro. Deus queira que não, mas pode acontecer”, advertiu. Amália recorda o episódio de Dezembro de 2008, quando Leandro foi agredido por vários alunos e teve de ficar internado dois dias no hospital de Mirandela. “Nessa altura vim à Escola e o Conselho Executivo só me disse que foi fora da escola e que não tinham nada a ver com isso”, disse Amália ao lado de Armindo, o marido que não encontra palavras para o que está a passar. “Ele em casa nunca dizia nada, mas o irmão e os primos dizem que ele era agredido várias vezes”, contou a mãe. “Deixámos de lhe dar dinheiro com o medo de ser roubado. Primeiro ainda chegámos a dar-lhe setenta cêntimos para comprar o lanche, mas começaram a dizer que lhe tiravam o dinheiro, pelo que passei a comprar as coisas e mandá-las na mochila”, concluiu. Os pais estão a ter apoio psicológico de três especialistas (dois do centro de saúde e um da câmara municipal) e todas as despesas estão a ser suportadas pelo Município.
Pais denunciam outros casos


Após este trágico acontecimento, queixas de outros pais começaram a vir a público. Cecília Ferreira contou que, em Janeiro, a filha, de 12 anos foi agredida dentro da sala de aula por um aluno e esteve quatro dias em casa porque recusava ir para a escola. “Apresentei queixa, por escrito, e a direcção da Escola respondeu que havia casos de agressões que não devíamos dar grande importância, porque são crianças que às vezes têm os seus desentendimentos”, afirmou. Esta mãe revelou ainda que a filha relatou casos de miúdos que são assaltados, ficam sem os telemóveis e outros são ameaçados. Também Álvaro Guedes diz que o seu filho foi agredido por um aluno, no recinto da Escola, há menos de um mês. “A violência da agressão foi tal que o meu filho bateu com a cabeça na parede e teve de receber tratamento hospitalar”, disse. Quando deu a conhecer o caso à direcção da Escola, não houve qualquer tipo de consequências para o agressor. “Estive reunido com o director da Escola, juntamente com o pai do outro miúdo, e colocou-se água na fervura” referiu. Lucilene Correia contou que a sua filha já foi agredida diversas vezes. “Inicialmente foram agressões verbais, depois vieram as agressões físicas com a minha filha a ser pontapeada por vários alunos, no recreio”, afirmou. Este caso aconteceu em Abril do ano passado, e a filha de Lucilene, agora com 14 anos, teve de receber tratamento hospitalar. “Ela ficou três dias em casa devido aos ferimentos e ficou traumatizada com aquele episódio”, afirmou. Na altura, apresentou queixa na Escola, mas a direcção nada fez para punir os autores. “O presidente apenas disse para ter paciência porque eram coisas de miúdos”, adiantou esta mãe revelando ainda que o caso está em Tribunal. O director do Agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro negou a existência de qualquer episódio de violência, mas não esteve disponível para prestar declarações sobre o assunto. Fonte da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Mirandela assegurou que, dos cerca de 150 casos sinalizados naquela Comissão, “apenas 12 pertencem à Escola em causa e desses, nove são casos relacionados com problemas familiares e sociais e apenas três dizem respeito a episódios de violência no recinto da escola”. A mesma fonte revelou ainda que os três casos chegaram ao conhecimento daquela Comissão através da PSP de Mirandela e “nenhum foi denunciado pela direcção do Agrupamento”. Estes novos dados aumentam a indignação da própria família do Leandro. “Quando o meu sobrinho foi agredido e teve de ser internado, há um ano, a mãe informou a direcção da escola e a PSP”, garantiu Paula Nunes, tia do Leandro. Entretanto, o Ministério Público já abriu um inquérito para apurar o que terá estado na origem do desaparecimento do Leandro. Também o Ministério da Educação já abriu um processo de averiguações ao caso.
“Estou chocado com o número de casos de violência”


O presidente da Câmara Municipal de Mirandela quebrou o silêncio sobre este caso. Apesar de acompanhar diariamente, as operações de busca, José Silvano tinha prometido só falar sobre o assunto após serem conhecidas as conclusões dos inquéritos, mas agora confessou que foi apanhado de surpresa. “Em 14 anos que levo à frente do município nunca fiquei tão surpreendido como agora”, desabafou o autarca social-democrata. “Nada fazia prever que houvesse tantos casos graves que pudessem levar a este resultado trágico”, avançou o edil. “Ou eram escondidos ou não eram denunciados, porque nem ao executivo chegou qualquer tipo de informação”, acrescentou. José Silvano admitiu que “estamos perante uma caso demasiado grave e que necessita rapidamente de ser esclarecido”, concluiu o autarca que aguarda com ansiedade pelos resultados dos dois inquéritos que estão a decorrer.
Associação de Pais desconhecia casos


O presidente da Associação de Pais afirmou inicialmente desconhecer “qualquer queixa dos pais ou de outros elementos da escola referenciando que o Leandro eventualmente estivesse a ser vítima de uma situação desta natureza”. José António Ferreira admite apenas haver algumas “situações pontuais”, mas que “não podem ser inseridas num quadro de violência excessiva”, disse. Aliás, há cerca de ano e meio, “a DREN produziu um estudo relativamente à existência de bullying em escolas da região e esta foi das melhores classificadas com baixo nível percentual da existência desse tipo de fenómeno na escola”, afirmou. Dois dias depois da tragédia, a Associação de Pais fez saber que “tendo em conta o superior interesse dos alunos”, vai aguardar o resultado do processo de averiguações que está em curso, remetendo para o seu final, “eventuais declarações”. O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) considera que a escola Luciano Cordeiro “falhou” no que respeita à segurança. “A escola vai ter de explicar como é possível um aluno sair da escola sem que ninguém controle esta situação. Albino Almeida revelou que já entregou ao Ministério da Educação uma proposta para alterar o regulamento interno das escolas, e que prevê penalizações para os pais que não compareçam a convocatórias da escola. “Se tiver subsídios do Estado, pode vê-los retidos e, se tiver rendimentos, pode vir a ser multada”, explicou o mesmo responsável. A CONFAP considera que este caso de Mirandela veio despoletar uma discussão nacional sobre uma preocupação que diz já ter sido denunciada há muito tempo por esta confederação. No entanto, Albino Almeida mostra-se solidário com o presidente da associação de pais da escola em causa, porque “muitas vezes as famílias não comunicam os casos à Associação”, disse.
Meio de busca drasticamente reduzidos


Minutos após o desaparecimento, várias entidades e meios mobilizaram-se junto ao rio Tua a procurar Leandro. Cerca de uma centena de homens, entre eles 10 mergulhadores, seis elementos de uma equipa de canoagem, cinco equipas cinotécnicas e efectivos dos bombeiros, GNR e PSP, estiveram a fazer buscas nas margens do rio, entre Mirandela e a foz do Tua, num perímetro de 50 quilómetros. Na quinta-feira tiveram mesmo o apoio de um helicóptero da protecção civil, mas até agora as buscas não tiveram sucesso. Desde a passada segunda-feira, apesar de se manterem as buscas, o efectivo foi reduzido “drasticamente”, revelou Melo Gomes, coordenador do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Bragança. Ainda no terreno, estão equipas dos bombeiros e GNR, cuja área de actuação seja a que atravessa o rio Tua e ainda elementos da equipa da protecção civil de Mirandela, “As buscas não vão terminar tão depressa, a não ser que o corpo apareça rapidamente. Com mais ou menos efectivos, vamos manter as buscas ainda durante mais algum tempo”, assegurou Melo Gomes.
Testemunhos dos que assistiram à tragédia


Ao que apurámos, junto de algumas testemunhas inquiridas pelo Ministério Público, a meio da manhã de terça-feira, o Leandro e um colega terão protagonizado um pequeno desentendimento, levando o menino desaparecido a faltar a uma aula. Na hora do refeitório, alguns amigos do aluno, com quem o Leandro teve o arrufo, terão ameaçado a vítima, o que o levou a dizer que iria atirar-se ao rio. Depois fugiu em direcção à saída da escola. Nessa altura, várias crianças (em número desconhecido), entre eles vários primos do Leandro, foram atrás e todos saíram pelo portão principal da escola, onde, ao que afirmam as crianças, não havia ninguém. A primeira tentativa de impedir o Leandro de se atirar ao rio, aconteceu a meio da ponte açude, daquela cidade quando um dos primos o agarrou. No entanto, ao ser retirado, voltou a correr em direcção às escadas, que dão acesso ao parque de merendas, junto à margem direita do rio Tua, deixando os restantes miúdos a uma distância considerável, suficiente para retirar a roupa e lançar-se ao rio. Foi arrastado pela forte corrente que se fazia sentir devido ao facto das comportas da ponte estarem abertas. Rita Almendra estava próximo do local onde o Leandro desapareceu no rio. “Estava com mais quatro amigos, a almoçar no parque de merendas, quando veio o irmão gémeo do Leandro e as primas, muito aflitos a perguntar quem sabia nadar. Perguntámos o que se passava, disseram que o miúdo estava a afogar-se. Fomos ver o que se estava a passar, vimos o Leandro a ser levado pela corrente”, explica esta jovem de 19 anos. “Ainda cheguei a descalçar as botas e descer para próximo da margem do rio, mas uma amiga minha agarrou-me e já não me deixou ir. Já não pudemos fazer nada e se o tivéssemos feito se calhar também tínhamos lá ficado”, afirma Rita. “Foi tudo muito rápido. Quando olhámos para o rio, só já vimos o Leandro deixar-se levar pela corrente. Vimos a testa dele e parte dos braços, depois foi ao fundo e nunca mais o vimos. Ainda fomos pela margem do rio, para ver se ele tinha ficado preso em algum ramo, mas não vimos nada”. A aluna do 12º ano da escola secundária de Mirandela diz ter vivido um episódio trágico. “Estávamos no local errado, à hora errada, porque tivemos a oportunidade de testemunhar o que aconteceu”, concluiu.
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